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Dermatologista - CRM 59971 - RQE 108382
Alameda dos Anapurus 1662 - Moema - São Paulo
Na Clínica Dr. Olivério Carvalho, em Moema, São Paulo, o tratamento do câncer de pele começa pelo diagnóstico correto e pela avaliação das características de cada tumor e de cada paciente.
Não existe uma única técnica que seja a melhor para todos os casos de câncer de pele.
Dependendo do diagnóstico, localização, tamanho, profundidade, limites clínicos, características histológicas, risco de recorrência, idade e condições clínicas do paciente, podem ser consideradas diferentes possibilidades de tratamento.
Entre elas estão a cirurgia convencional, cirurgia micrográfica de Mohs, criocirurgia, radioterapia e outros tratamentos locais ou sistêmicos em situações específicas.
O objetivo não é escolher primeiro a técnica e depois tentar encaixar o paciente nela. Primeiro é necessário compreender o tumor e o paciente; depois escolher o tratamento mais adequado para ele.
Essa avaliação individualizada é importante em tumores muito como carcinomas basocelulares, carcinomas espinocelulares e o melanoma.
O que é câncer de pele?
O câncer de pele ocorre quando determinadas células da pele passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor maligno.
A exposição acumulada à radiação ultravioleta, especialmente proveniente do sol, desempenha papel importante no desenvolvimento de muitos casos de câncer de pele.
Entretanto, nem todos surgem exclusivamente em áreas muito expostas ao sol e existem outros fatores envolvidos.
Os três tipos mais conhecidos são:
-
carcinoma basocelular (CBC);
-
carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC);
-
melanoma.
Carcinoma basocelular ( clique no link para mais informações)
O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente.
Na grande maioria dos casos apresenta crescimento predominantemente local e raramente produz metástases. Entretanto, quando não tratado, pode crescer progressivamente e comprometer estruturas próximas.
Pode apresentar diferentes aspectos:
-
pequena ferida que não cicatriza;
-
lesão perolada ou brilhante;
-
área avermelhada persistente;
-
lesão que forma crostas;
-
sangramento recorrente;
-
placa superficial;
-
lesão pigmentada que pode ser confundida com uma pinta.
Existem diferentes subtipos histológicos e diferentes níveis de risco.
Por isso, dois carcinomas basocelulares podem exigir estratégias completamente diferentes.
Um pequeno tumor superficial e bem delimitado no tronco não representa necessariamente o mesmo problema que um tumor recorrente, infiltrativo ou localizado em uma região anatômica delicada.
Carcinoma espinocelular ou epidermoide ( clique no link para mais informações)
O carcinoma espinocelular (CEC) também é um dos tipos de câncer de pele mais frequentes.
Pode surgir como:
-
ferida que não cicatriza;
-
lesão endurecida;
-
nódulo de crescimento progressivo;
-
área com crostas persistentes;
-
lesão ulcerada ou que sangra;
-
placa espessa ou descamativa.
A maioria dos carcinomas espinocelulares apresentam comportamento bastante localizado.
Outros podem apresentar maior risco de recorrência ou disseminação, especialmente conforme características como:
-
tamanho;
-
profundidade;
-
localização;
-
grau de diferenciação;
-
comprometimento de estruturas profundas;
-
invasão ao redor de nervos;
-
imunossupressão;
-
recorrência após tratamentos anteriores.
Por isso, a análise do grau de risco do tumor é fundamental antes de definir o tratamento.
Melanoma ( clique no link para mais informações)
O melanoma é menos frequente que o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, mas possui maior potencial de disseminação para outros órgãos.
Pode surgir a partir de uma pinta preexistente ou aparecer como uma nova lesão pigmentada.
Mudanças que merecem avaliação:
-
tamanho;
-
formato;
-
cor;
-
assimetria;
-
bordas;
-
aparência ao longo do tempo
Também existem melanomas mais raros sem pigmentação evidente.
Quando existe suspeita de melanoma, a biópsia deve ser planejada adequadamente, porque informações obtidas no exame anatomopatológico são fundamentais para definir as etapas seguintes.
Na maior parte dos melanomas localizados, a cirurgia é o tratamento central.
Dependendo da espessura, estágio e outras características, podem ser necessárias ampliação de margens, avaliação linfonodal e, em determinadas situações, participação da oncologia clínica e utilização de tratamentos sistêmicos.
Quais são os sinais de alerta para câncer de pele?
Algumas alterações merecem avaliação dermatológica, principalmente quando são novas ou estão se modificando.
Entre os sinais que podem chamar atenção estão:
-
ferida que não cicatriza;
-
sangramento recorrente;
-
crescimento progressivo;
-
formação repetida de crostas;
-
mudança de cor;
-
alteração de tamanho ou formato;
-
lesão diferente das demais;
-
área persistentemente avermelhada ou descamativa;
-
nódulo endurecido;
-
ulceração;
-
pinta que apresenta mudanças.
Dor e coceira podem ocorrer, mas a ausência de sintomas não significa que uma lesão seja necessariamente benigna.
Muitos casos de câncer de pele iniciais são completamente assintomáticos.
Quem apresenta maior risco?
O câncer de pele pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam o risco.
Entre eles:
-
exposição solar acumulada;
-
queimaduras solares importantes ao longo da vida;
-
pele clara;
-
idade mais avançada;
-
histórico pessoal de câncer de pele;
-
histórico familiar de determinados cânceres de pele;
-
imunossupressão;
-
grande número de nevos em determinadas situações;
-
exposição ocupacional prolongada ao sol.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer.
Da mesma forma, uma pessoa sem fatores de risco evidentes também pode apresentar a doença.
Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?
O primeiro passo é a avaliação dermatológica.
A história da lesão, seu aspecto clínico, localização, velocidade de crescimento e eventualmente a dermatoscopia ajudam a definir o grau de suspeita.
Quando existe dúvida diagnóstica ou suspeita de câncer, pode ser necessária uma biópsia de pele.
Dependendo do caso, podem ser utilizadas técnicas como:
-
biópsia incisional;
-
punch;
-
shaving, quando apropriado;
-
biópsia excisional.
Em algumas situações, toda a lesão pode ser removida durante o procedimento diagnóstico.
Em outras, é mais adequado retirar inicialmente apenas uma amostra para depois planejar o tratamento definitivo.
O objetivo de uma biópsia não é simplesmente retirar um pedaço da lesão. É obter material adequado para responder à pergunta diagnóstica que definirá a conduta posterior.
Quando indicada e tecnicamente possível, a biópsia pode ser realizada em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Câncer de pele tem cura?
Em muitos casos, sim.
A maioria dos carcinomas basocelulares e carcinomas espinocelulares diagnosticados precocemente e ainda localizados pode ser curada com tratamento adequado.
O melanoma também apresenta grandes possibilidades de cura quando identificado em fases iniciais, mas seu prognóstico depende fortemente do estágio da doença.
O diagnóstico precoce é importante porque geralmente permite tratamentos menos extensos, mais simples e aumenta a possibilidade de cura.
Tumores negligenciados por longos períodos podem se tornar maiores, comprometer estruturas profundas e exigir abordagens muito mais complexas.
Como escolher o melhor tratamento para o câncer de pele?
A decisão não deve ser baseada apenas no nome do tumor.
É necessário considerar conjuntamente:
-
diagnóstico;
-
subtipo histológico;
-
tamanho;
-
localização;
-
profundidade;
-
limites clínicos;
-
presença de fatores de maior risco;
-
tumor primário ou recorrente;
-
tratamentos já realizados;
-
idade;
-
doenças associadas;
-
medicamentos em uso;
-
possibilidade de cicatrização;
-
impacto funcional;
-
impacto cicatricial;
-
preferência informada do paciente.
Por isso:
O procedimento mais complexo não é necessariamente o melhor para todos os pacientes, assim como um procedimento mais simples não deve ser escolhido quando o tumor exige uma abordagem mais ampla.
O princípio deve ser a proporcionalidade.
Quais são os principais tratamentos para câncer de pele?
Existem diferentes modalidades terapêuticas.
As principais incluem:
-
cirurgia convencional;
-
cirurgia micrográfica de Mohs;
-
criocirurgia;
-
curetagem e eletrocirurgia;
-
radioterapia;
-
tratamentos tópicos para situações muito específicas;
-
terapia fotodinâmica para determinadas lesões superficiais ou pré-malignas;
-
tratamentos sistêmicos para tumores avançados.
Nenhuma dessas modalidades deve ser apresentada como solução universal.
Cirurgia convencional
A excisão cirúrgica convencional é um dos tratamentos mais utilizados para câncer de pele.
O tumor é retirado juntamente com uma margem de pele aparentemente normal ao redor.
A peça é posteriormente examinada pelo patologista.
Dependendo do:
-
tamanho;
-
localização;
-
formato da ferida;
-
quantidade de tecido removido
o fechamento pode ser realizado de diferentes maneiras.
Em alguns casos é possível realizar uma sutura direta.
Em outros podem ser necessários:
-
retalhos;
-
enxertos;
-
outros métodos reconstrutivos.
Muitas cirurgias de câncer de pele podem ser realizadas em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Cirurgia micrográfica de Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica especializada na qual o tumor é removido progressivamente e as margens são examinadas durante o procedimento.
Ela pode ser especialmente útil em determinadas situações, como:
-
tumores de maior risco;
-
alguns casos de câncer recorrentes;
-
lesões com limites pouco definidos;
-
determinados subtipos histológico potencialmente mais agressivos;
-
algumas localizações anatômicas de maior complexidade;
-
situações nas quais a preservação de tecido normal ao redor do tumor seja particularmente importante.
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica importante.
Entretanto:
Nem todo câncer de pele necessita de cirurgia de Mohs.
Existem muitos tumores que podem ser adequadamente tratados por cirurgia convencional ou por criocirurgia.
Criocirurgia no tratamento do câncer de pele
A criocirurgia dermatológica utiliza temperaturas extremamente baixas, geralmente produzidas pelo nitrogênio líquido, para destruir tecidos de maneira controlada.
Ela pode ser utilizada para diversas doenças dermatológicas.
No tratamento do câncer de pele, entretanto, a criocirurgia deve ser entendida de maneira diferente da aplicação simples de nitrogênio líquido realizada para algumas lesões benignas.
Criocirurgia oncológica não é simplesmente “congelar uma lesão”
Quando utilizada para tratamento tumoral, a técnica exige:
-
diagnóstico adequado;
-
seleção criteriosa do tumor;
-
avaliação de profundidade;
-
definição da área que precisa ser tratada;
-
planejamento das margens;
-
controle do congelamento;
-
controle do descongelamento;
-
conhecimento da resposta dos diferentes tecidos ao frio.
Em muitos casos, a massa tumoral pode ser previamente removida, permitindo melhor acesso à base da lesão antes da realização do congelamento controlado.
Devem ser utilizados dois ou mais ciclos de congelamento e descongelamento no mesmo tempo cirúrgico, planejados de acordo com o tumor e com a região anatômica.
O dano produzido pelo frio ocorre tanto diretamente nas células quanto por alterações vasculares produzidas no tecido tratado.
Por isso, na oncologia cutânea:
Criocirurgia oncológica é uma técnica cirúrgica por congelamento, e não simplesmente uma aplicação superficial de nitrogênio líquido.
Em quais cânceres de pele a criocirurgia pode ser considerada?
A criocirurgia pode ser uma alternativa em determinados cânceres de pele e não nos melanomas.
Isso pode incluir casos de:
-
carcinomas basocelulares;
-
carcinomas espinocelulares selecionados;
-
carcinomas in situ;
-
determinadas lesões pré-cancerosas.
A indicação depende de características como:
-
tamanho;
-
localização;
-
limites clínicos;
-
profundidade;
-
subtipo;
-
risco de recorrência;
-
tratamento prévio;
-
condições clínicas do paciente.
A técnica não deve ser aplicada indiscriminadamente a qualquer câncer de pele.
Tumores de maior risco, recorrentes, mal delimitados, muito profundos ou com determinadas características clínicas e histológicas podem ser melhor tratados por outras modalidades.
Quais são as vantagens da criocirurgia?
Quando corretamente indicada, a criocirurgia pode oferecer algumas características particularmente interessantes.
Entre elas:
-
realização em ambiente ambulatorial;
-
anestesia local no tratamento oncológico;
-
pouco sangramento durante o procedimento;
-
ausência de necessidade de internação;
-
possibilidade de tratar determinadas regiões sem reconstruções cirúrgicas extensas;
-
utilidade em determinados pacientes que apresentam maior risco para procedimentos hospitalares;
-
recuperação sem necessidade de retirada de pontos na área tratada;
-
possibilidade de utilização em pacientes selecionados nos quais outras técnicas apresentam maiores dificuldades.
Isso pode ser particularmente relevante para determinados pacientes idosos ou com outras doenças associadas.
Criocirurgia em pacientes idosos ou com outras doenças
Grande parte dos casos de câncer de pele não melanoma ocorre em pessoas mais idosas.
Nessa população, pode ser necessário considerar fatores que vão além do tumor.
Entre eles:
-
doenças cardiovasculares;
-
diabetes;
-
anticoagulantes ou antiagregantes;
-
marcapasso;
-
dificuldade de locomoção;
-
maior risco anestésico;
-
fragilidade;
-
dificuldade para internações;
-
necessidade de evitar procedimentos muito prolongados.
A criocirurgia pode representar uma possibilidade interessante em casos selecionados, justamente por poder ser realizada sob anestesia local e em ambiente ambulatorial.
Isso não significa, entretanto, que idade avançada seja indicação automática de criocirurgia.
A decisão continua dependendo de diversos fatores.
A criocirurgia tem limitações?
Sim.
Nenhum tratamento apresenta apenas vantagens.
Ao contrário da excisão cirúrgica, a criocirurgia destrói o tecido tratado e, portanto, não fornece posteriormente uma peça cirúrgica completa para avaliação das margens da mesma maneira que uma excisão convencional.
Isso torna o diagnóstico prévio e a seleção do caso particularmente importantes.
Além disso, depois do tratamento podem ocorrer:
-
inchaço;
-
secreção;
-
ferida durante o processo de cicatrização;
-
alterações temporárias ou permanentes da pigmentação;
-
mudanças de sensibilidade em determinadas situações.
O tempo de cicatrização depende da:
-
localização;
-
extensão;
-
profundidade do tratamento;
-
idade;
-
circulação local;
-
condições clínicas do paciente.
Por isso, criocirurgia não deve ser apresentada como um tratamento “mais fácil”.
Ela é uma modalidade diferente, com suas indicações precisas.
Criocirurgia ou cirurgia convencional: qual é melhor?
Não existe uma resposta única.
Em alguns pacientes, a cirurgia convencional oferece vantagens claras.
Em outros, a criocirurgia pode representar uma alternativa melhor.
Em determinadas situações, cirurgia micrográfica de Mohs ou outra abordagem pode ser preferível.
A pergunta correta não é:
“Qual técnica é melhor?”
Mas:
“Qual técnica oferece a melhor relação entre possibilidade de cura, segurança, preservação funcional, resultado cicatricial e condições clínicas neste caso específico?”
Essa é uma das decisões mais importantes no tratamento do câncer de pele.
Criocirurgia dói?
No tratamento do câncer de pele, a criocirurgia geralmente é realizada sob anestesia local.
O paciente permanece acordado durante o procedimento.
Após a anestesia, o congelamento é realizado de maneira controlada.
Depois do procedimento pode haver discreto desconforto, ardência, edema e formação de uma ferida que cicatrizará progressivamente.
As orientações pós-operatórias são simples e dependem da localização e extensão da área tratada.
O resultado final depende de características individuais de cicatrização.
Pode ocorrer alteração da pigmentação, como um discreto clareamento da pele na área tratada.
A indicação deve considerar também o resultado funcional e cicatricial esperado.
Radioterapia
A radioterapia pode ser utilizada em determinados casos de câncer de pele isoladamente, para reduzir um tumor grande e prepará-lo para uma abordagem cirúrgica posterior ou até como complemento após uma cirurgia.
Pode ter indicação, por exemplo:
-
quando a cirurgia apresenta dificuldade técnica importante;
-
em determinados pacientes que não podem ser submetidos a cirurgia;
-
como complemento após cirurgia em situações específicas;
-
em determinadas recorrências;
-
em tumores com características de maior risco.
A indicação deve ser realizada em conjunto com equipe especializada em radioterapia quando necessária.
Curetagem e eletrocirurgia
A curetagem associada à eletrocirurgia pode ser utilizada para determinadas lesões superficiais e alguns cânceres de pele de baixo risco adequadamente selecionados.
Não é apropriada para todos os tumores.
A ausência de controle completo das margens durante o procedimento é uma das razões pelas quais a seleção da lesão é importante.
Tratamentos tópicos e terapia fotodinâmica
Determinados carcinomas basocelulares superficiais, carcinomas in situ e lesões pré-cancerosas podem, em situações selecionadas, ser tratados com métodos não cirúrgicos.
Entre as possibilidades estão:
-
imiquimode;
-
5-fluorouracil;
-
terapia fotodinâmica;
-
outras modalidades locais.
Esses tratamentos possuem indicações muito específicas e não substituem cirurgia ou outras técnicas quando existe tumor invasivo ou de maior risco.
E quando o câncer de pele é avançado?
Alguns cânceres de pele podem apresentar comportamento mais agressivo, atingir estruturas profundas, linfonodos ou, mais raramente, outros órgãos.
Nessas situações, o tratamento ultrapassa a cirurgia dermatológica ambulatorial.
Dependendo da doença, podem ser utilizados:
-
cirurgia mais ampla em ambiente hospitalar;
-
radioterapia;
-
imunoterapia;
-
terapias-alvo;
-
outras modalidades sistêmicas.
Casos assim podem exigir participação de:
-
oncologia clínica;
-
cirurgia de cabeça e pescoço;
-
cirurgia plástica;
-
radioterapia;
-
ou outras especialidades.
O encaminhamento para uma equipe multidisciplinar faz parte do tratamento adequado quando a complexidade do caso assim exige.
É possível tratar câncer de pele no consultório?
Muitos casos de câncer de pele podem ser tratados em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Isso pode ocorrer tanto na cirurgia convencional quanto na criocirurgia e em outros procedimentos.
Entretanto, tumores muito extensos, profundos, localizados em regiões de maior complexidade ou que exijam reconstruções maiores podem necessitar de ambiente hospitalar.
O local do tratamento deve ser consequência da complexidade do caso — e não uma decisão tomada antecipadamente.
Como é o tratamento do câncer de pele em pacientes idosos?
Idade isoladamente não deve determinar a conduta.
É necessário considerar:
-
expectativa e qualidade de vida;
-
grau de independência;
-
doenças associadas;
-
medicamentos;
-
fragilidade;
-
capacidade de cicatrização;
-
localização e comportamento do tumor;
-
impacto de uma cirurgia mais extensa.
Há pacientes muito idosos em excelentes condições clínicas.
Há pacientes mais jovens com risco cirúrgico elevado.
O tratamento deve considerar a pessoa como um todo e não apenas sua idade cronológica.
O que acontece depois do tratamento?
O acompanhamento continua importante mesmo depois da remoção ou destruição do tumor.
O retorno permite:
-
avaliar a cicatrização;
-
conferir resultados anatomopatológicos quando houver peça cirúrgica;
-
identificar possíveis sinais de recorrência;
-
examinar outras áreas da pele;
-
orientar prevenção;
-
identificar novos tumores precocemente.
Quem já teve um câncer de pele pode apresentar risco aumentado de desenvolver outras lesões ao longo da vida.
Por isso, acompanhamento dermatológico periódico pode ser recomendado.
Como prevenir novos casos de câncer de pele?
Algumas medidas ajudam a reduzir a exposição excessiva à radiação ultravioleta:
-
evitar exposição solar prolongada;
-
procurar sombra, principalmente nos períodos de radiação mais intensa;
-
utilizar roupas, chapéus e outras barreiras físicas;
-
utilizar protetor solar adequado;
-
reaplicar o protetor conforme exposição, suor e contato com água;
-
observar periodicamente a própria pele;
-
procurar avaliação diante de lesões novas ou que estejam mudando.
Proteção solar não elimina completamente o risco, mas faz parte das medidas de prevenção.
Quando procurar uma segunda opinião?
Uma segunda opinião médica pode ser especialmente útil quando:
-
foi proposta uma cirurgia extensa;
-
existem duas ou mais alternativas terapêuticas;
-
há dúvida entre cirurgia convencional e cirurgia micrográfica de Mohs;
-
existe possibilidade de criocirurgia;
-
o paciente apresenta doenças associadas;
-
existe preocupação com internação ou anestesia;
-
o tumor é recorrente;
-
já houve tratamento anterior;
-
existe impacto funcional ou cicatricial importante;
-
o paciente simplesmente deseja compreender melhor suas alternativas antes de decidir.
Buscar uma segunda opinião não significa necessariamente discordar da primeira conduta.
Muitas vezes ela confirma o tratamento já proposto.
Em outras situações, pode revelar uma alternativa diferente.
O objetivo não é fazer mais nem fazer menos. É escolher o tratamento que parece mais adequado para aquele tumor e para aquele paciente.
Perguntas frequentes sobre tratamento do câncer de pele
Qual é o melhor tratamento para câncer de pele?
Não existe um único tratamento melhor para todos os casos.
A escolha depende do tipo de câncer, tamanho, localização, profundidade, características de risco, tratamentos anteriores e condições clínicas do paciente.
Câncer de pele sempre precisa ser retirado?
Tumores malignos precisam ser adequadamente tratados, mas isso não significa necessariamente realizar uma excisão cirúrgica convencional em todos os casos.
Existem outras modalidades para determinadas situações.
A criocirurgia pode curar câncer de pele?
Em determinados casos de câncer de pele não melanoma, a criocirurgia pode ser utilizada.
Ela não é indicada para todos os tumores e não é tratamento para melanoma invasivo.
A seleção adequada do caso e o domínio da técnica pelo cirurgião são fundamentais.
Como funciona a criocirurgia com nitrogênio líquido?
A criocirurgia utiliza temperaturas extremamente baixas para provocar destruição controlada do tecido.
No tratamento do câncer de pele, o procedimento exige planejamento da área tratada, avaliação da profundidade e controle dos ciclos de congelamento e descongelamento.
É muito diferente da aplicação superficial de nitrogênio líquido usada em algumas lesões benignas.
Criocirurgia é a mesma coisa que crioterapia?
Os termos algumas vezes são utilizados como sinônimos, mas, no contexto do tratamento oncológico, é importante fazer uma distinção prática.
Uma aplicação simples de frio sobre uma lesão não representa necessariamente criocirurgia oncológica.
No câncer de pele, a técnica exige planejamento, parâmetros adequados de congelamento e descongelamento, experiência na técnica e seleção criteriosa do tumor.
Criocirurgia deixa cicatriz?
Pode deixar. Assim como qualquer outra abordagem cirúrgica.
Também podem ocorrer alterações de pigmentação.
O aspecto final depende da localização, profundidade e extensão do tratamento e das características individuais de cicatrização.
A criocirurgia é melhor que a cirurgia convencional?
Não existe uma resposta universal.
Cada técnica possui vantagens e limitações.
A escolha depende do tumor, do paciente e da habilidade do cirurgião com cada técnica. Quem domina todas astécnicas pode escolher o melhor para o paciente.
Todo câncer de pele precisa de cirurgia micrográfica de Mohs?
Não.
Mohs possui indicações importantes, especialmente em determinadas situações de maior risco, recorrência, limites pouco definidos ou localizações anatômicas complexas.
A maioria dos tumores pode ser adequadamente tratada por outras modalidades.
Câncer de pele pode voltar depois do tratamento?
Pode.
O risco depende do tipo de tumor, características biológicas, localização, tratamento realizado e outros fatores.
Por isso, acompanhamento posterior é importante.
Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?
Pode ser uma das apresentações.
Isso não significa que toda ferida persistente seja câncer, mas uma lesão que não cicatriza ou que sangra repetidamente merece avaliação dermatológica.
É preciso fazer biópsia antes de tratar câncer de pele?
Frequentemente, sim, especialmente quando o diagnóstico não está definido ou quando o resultado pode modificar a escolha do tratamento.
Em determinadas situações, a retirada completa da lesão pode funcionar simultaneamente como procedimento diagnóstico e tratamento definitivo.
Tratamento do câncer de pele em Moema, São Paulo
A Clínica Dr. Olivério Carvalho realiza em Moema, São Paulo, avaliação de lesões suspeitas, biópsias e planejamento individualizado do tratamento do câncer de pele.
Dependendo do caso, podem ser considerados:
-
cirurgia convencional;
-
criocirurgia;
-
outras modalidades ambulatoriais;
-
avaliação da indicação de cirurgia micrográfica de Mohs;
-
radioterapia;
-
encaminhamento para tratamento multidisciplinar quando necessário.
O planejamento procura conciliar:
- possibilidade de cura;
- segurança;
- proporcionalidade;
- preservação funcional;
- resultado cicatricial;
- condições clínicas e necessidades individuais.
O tratamento do câncer de pele não começa pela escolha de uma técnica. Começa pelo diagnóstico e pela compreensão de qual tratamento faz mais sentido para aquele paciente.
Dr. Olivério Carvalho - Dermatologista
CRM-SP 59.971 | RQE 108.382
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Referências:
-
National Cancer Institute — Skin Cancer Treatment (PDQ®).
-
National Cancer Institute — Melanoma Treatment (PDQ®).
-
American Cancer Society — Treating Basal Cell Carcinoma.
-
American Cancer Society — Treating Squamous Cell Carcinoma of the Skin.
-
American Cancer Society — Surgery for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.
-
American Cancer Society — Non-surgical Local Treatments for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.
Tratamento de
Câncer de Pele em São Paulo
Diagnóstico, biópsia e escolha individualizada entre cirurgia convencional, criocirurgia, cirurgia micrográfica de Mohs e outras alternativas

Na Clínica Dr. Olivério Carvalho, em Moema, São Paulo, o tratamento do câncer de pele começa pelo diagnóstico correto e pela avaliação das características de cada tumor e de cada paciente.
Não existe uma única técnica que seja a melhor para todos os casos de câncer de pele.
Dependendo do diagnóstico, localização, tamanho, profundidade, limites clínicos, características histológicas, risco de recorrência, idade e condições clínicas do paciente, podem ser consideradas diferentes possibilidades de tratamento.
Entre elas estão a cirurgia convencional, cirurgia micrográfica de Mohs, criocirurgia, radioterapia e outros tratamentos locais ou sistêmicos em situações específicas.
O objetivo não é escolher primeiro a técnica e depois tentar encaixar o paciente nela. Primeiro é necessário compreender o tumor e o paciente; depois escolher o tratamento mais adequado para ele.
Essa avaliação individualizada é importante em tumores muito como carcinomas basocelulares, carcinomas espinocelulares e o melanoma.
O que é câncer de pele?
O câncer de pele ocorre quando determinadas células da pele passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor maligno.
A exposição acumulada à radiação ultravioleta, especialmente proveniente do sol, desempenha papel importante no desenvolvimento de muitos casos de câncer de pele.
Entretanto, nem todos surgem exclusivamente em áreas muito expostas ao sol e existem outros fatores envolvidos.
Os três tipos mais conhecidos são:
-
carcinoma basocelular (CBC);
-
carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC);
-
melanoma.
Carcinoma basocelular
O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente.
Na grande maioria dos casos apresenta crescimento predominantemente local e raramente produz metástases. Entretanto, quando não tratado, pode crescer progressivamente e comprometer estruturas próximas.
Pode apresentar diferentes aspectos:
-
pequena ferida que não cicatriza;
-
lesão perolada ou brilhante;
-
área avermelhada persistente;
-
lesão que forma crostas;
-
sangramento recorrente;
-
placa superficial;
-
lesão pigmentada que pode ser confundida com uma pinta.
Existem diferentes subtipos histológicos e diferentes níveis de risco.
Por isso, dois carcinomas basocelulares podem exigir estratégias completamente diferentes.
Um pequeno tumor superficial e bem delimitado no tronco não representa necessariamente o mesmo problema que um tumor recorrente, infiltrativo ou localizado em uma região anatômica delicada.
Carcinoma espinocelular ou epidermoide
O carcinoma espinocelular (CEC) também é um dos tipos de câncer de pele mais frequentes.
Pode surgir como:
-
ferida que não cicatriza;
-
lesão endurecida;
-
nódulo de crescimento progressivo;
-
área com crostas persistentes;
-
lesão ulcerada ou que sangra;
-
placa espessa ou descamativa.
A maioria dos carcinomas espinocelulares apresentam comportamento bastante localizado.
Outros podem apresentar maior risco de recorrência ou disseminação, especialmente conforme características como:
-
tamanho;
-
profundidade;
-
localização;
-
grau de diferenciação;
-
comprometimento de estruturas profundas;
-
invasão ao redor de nervos;
-
imunossupressão;
-
recorrência após tratamentos anteriores.
Por isso, a análise do grau de risco do tumor é fundamental antes de definir o tratamento.
Melanoma
O melanoma é menos frequente que o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, mas possui maior potencial de disseminação para outros órgãos.
Pode surgir a partir de uma pinta preexistente ou aparecer como uma nova lesão pigmentada.
Mudanças que merecem avaliação:
-
tamanho;
-
formato;
-
cor;
-
assimetria;
-
bordas;
-
aparência ao longo do tempo
Também existem melanomas mais raros sem pigmentação evidente.
Quando existe suspeita de melanoma, a biópsia deve ser planejada adequadamente, porque informações obtidas no exame anatomopatológico são fundamentais para definir as etapas seguintes.
Na maior parte dos melanomas localizados, a cirurgia é o tratamento central.
Dependendo da espessura, estágio e outras características, podem ser necessárias ampliação de margens, avaliação linfonodal e, em determinadas situações, participação da oncologia clínica e utilização de tratamentos sistêmicos.
Quais são os sinais de alerta para câncer de pele?
Algumas alterações merecem avaliação dermatológica, principalmente quando são novas ou estão se modificando.
Entre os sinais que podem chamar atenção estão:
-
ferida que não cicatriza;
-
sangramento recorrente;
-
crescimento progressivo;
-
formação repetida de crostas;
-
mudança de cor;
-
alteração de tamanho ou formato;
-
lesão diferente das demais;
-
área persistentemente avermelhada ou descamativa;
-
nódulo endurecido;
-
ulceração;
-
pinta que apresenta mudanças.
Dor e coceira podem ocorrer, mas a ausência de sintomas não significa que uma lesão seja necessariamente benigna.
Muitos casos de câncer de pele iniciais são completamente assintomáticos.
Quem apresenta maior risco?
O câncer de pele pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam o risco.
Entre eles:
-
exposição solar acumulada;
-
queimaduras solares importantes ao longo da vida;
-
pele clara;
-
idade mais avançada;
-
histórico pessoal de câncer de pele;
-
histórico familiar de determinados cânceres de pele;
-
imunossupressão;
-
grande número de nevos em determinadas situações;
-
exposição ocupacional prolongada ao sol.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer.
Da mesma forma, uma pessoa sem fatores de risco evidentes também pode apresentar a doença.
Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?
O primeiro passo é a avaliação dermatológica.
A história da lesão, seu aspecto clínico, localização, velocidade de crescimento e eventualmente a dermatoscopia ajudam a definir o grau de suspeita.
Quando existe dúvida diagnóstica ou suspeita de câncer, pode ser necessária uma biópsia de pele.
Dependendo do caso, podem ser utilizadas técnicas como:
-
biópsia incisional;
-
punch;
-
shaving, quando apropriado;
-
biópsia excisional.
Em algumas situações, toda a lesão pode ser removida durante o procedimento diagnóstico.
Em outras, é mais adequado retirar inicialmente apenas uma amostra para depois planejar o tratamento definitivo.
O objetivo de uma biópsia não é simplesmente retirar um pedaço da lesão. É obter material adequado para responder à pergunta diagnóstica que definirá a conduta posterior.
Quando indicada e tecnicamente possível, a biópsia pode ser realizada em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Câncer de pele tem cura?
Em muitos casos, sim.
A maioria dos carcinomas basocelulares e carcinomas espinocelulares diagnosticados precocemente e ainda localizados pode ser curada com tratamento adequado.
O melanoma também apresenta grandes possibilidades de cura quando identificado em fases iniciais, mas seu prognóstico depende fortemente do estágio da doença.
O diagnóstico precoce é importante porque geralmente permite tratamentos menos extensos, mais simples e aumenta a possibilidade de cura.
Tumores negligenciados por longos períodos podem se tornar maiores, comprometer estruturas profundas e exigir abordagens muito mais complexas.
Como escolher o melhor tratamento para o câncer de pele?
A decisão não deve ser baseada apenas no nome do tumor.
É necessário considerar conjuntamente:
-
diagnóstico;
-
subtipo histológico;
-
tamanho;
-
localização;
-
profundidade;
-
limites clínicos;
-
presença de fatores de maior risco;
-
tumor primário ou recorrente;
-
tratamentos já realizados;
-
idade;
-
doenças associadas;
-
medicamentos em uso;
-
possibilidade de cicatrização;
-
impacto funcional;
-
impacto cicatricial;
-
preferência informada do paciente.
Por isso:
O procedimento mais complexo não é necessariamente o melhor para todos os pacientes, assim como um procedimento mais simples não deve ser escolhido quando o tumor exige uma abordagem mais ampla.
O princípio deve ser a proporcionalidade.
Quais são os principais tratamentos para câncer de pele?
Existem diferentes modalidades terapêuticas.
As principais incluem:
-
cirurgia convencional;
-
cirurgia micrográfica de Mohs;
-
criocirurgia;
-
curetagem e eletrocirurgia;
-
radioterapia;
-
tratamentos tópicos para situações muito específicas;
-
terapia fotodinâmica para determinadas lesões superficiais ou pré-malignas;
-
tratamentos sistêmicos para tumores avançados.
Nenhuma dessas modalidades deve ser apresentada como solução universal.
Cirurgia convencional
A excisão cirúrgica convencional é um dos tratamentos mais utilizados para câncer de pele.
O tumor é retirado juntamente com uma margem de pele aparentemente normal ao redor.
A peça é posteriormente examinada pelo patologista.
Dependendo do:
-
tamanho;
-
localização;
-
formato da ferida;
-
quantidade de tecido removido
o fechamento pode ser realizado de diferentes maneiras.
Em alguns casos é possível realizar uma sutura direta.
Em outros podem ser necessários:
-
retalhos;
-
enxertos;
-
outros métodos reconstrutivos.
Muitas cirurgias de câncer de pele podem ser realizadas em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Cirurgia micrográfica de Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica especializada na qual o tumor é removido progressivamente e as margens são examinadas durante o procedimento.
Ela pode ser especialmente útil em determinadas situações, como:
-
tumores de maior risco;
-
alguns casos de câncer recorrentes;
-
lesões com limites pouco definidos;
-
determinados subtipos histológico potencialmente mais agressivos;
-
algumas localizações anatômicas de maior complexidade;
-
situações nas quais a preservação de tecido normal ao redor do tumor seja particularmente importante.
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica importante.
Entretanto:
Nem todo câncer de pele necessita de cirurgia de Mohs.
Existem muitos tumores que podem ser adequadamente tratados por cirurgia convencional ou por criocirurgia.
Criocirurgia no tratamento do câncer de pele
A criocirurgia dermatológica utiliza temperaturas extremamente baixas, geralmente produzidas pelo nitrogênio líquido, para destruir tecidos de maneira controlada.
Ela pode ser utilizada para diversas doenças dermatológicas.
No tratamento do câncer de pele, entretanto, a criocirurgia deve ser entendida de maneira diferente da aplicação simples de nitrogênio líquido realizada para algumas lesões benignas.
Criocirurgia oncológica não é simplesmente “congelar uma lesão”
Quando utilizada para tratamento tumoral, a técnica exige:
-
diagnóstico adequado;
-
seleção criteriosa do tumor;
-
avaliação de profundidade;
-
definição da área que precisa ser tratada;
-
planejamento das margens;
-
controle do congelamento;
-
controle do descongelamento;
-
conhecimento da resposta dos diferentes tecidos ao frio.
Em muitos casos, a massa tumoral pode ser previamente removida, permitindo melhor acesso à base da lesão antes da realização do congelamento controlado.
Devem ser utilizados dois ou mais ciclos de congelamento e descongelamento no mesmo tempo cirúrgico, planejados de acordo com o tumor e com a região anatômica.
O dano produzido pelo frio ocorre tanto diretamente nas células quanto por alterações vasculares produzidas no tecido tratado.
Por isso, na oncologia cutânea:
Criocirurgia oncológica é uma técnica cirúrgica por congelamento, e não simplesmente uma aplicação superficial de nitrogênio líquido.
Em quais cânceres de pele a criocirurgia pode ser considerada?
A criocirurgia pode ser uma alternativa em determinados cânceres de pele e não nos melanomas.
Isso pode incluir casos de:
-
carcinomas basocelulares;
-
carcinomas espinocelulares selecionados;
-
carcinomas in situ;
-
determinadas lesões pré-cancerosas.
A indicação depende de características como:
-
tamanho;
-
localização;
-
limites clínicos;
-
profundidade;
-
subtipo;
-
risco de recorrência;
-
tratamento prévio;
-
condições clínicas do paciente.
A técnica não deve ser aplicada indiscriminadamente a qualquer câncer de pele.
Tumores de maior risco, recorrentes, mal delimitados, muito profundos ou com determinadas características clínicas e histológicas podem ser melhor tratados por outras modalidades.
Quais são as vantagens da criocirurgia?
Quando corretamente indicada, a criocirurgia pode oferecer algumas características particularmente interessantes.
Entre elas:
-
realização em ambiente ambulatorial;
-
anestesia local no tratamento oncológico;
-
pouco sangramento durante o procedimento;
-
ausência de necessidade de internação;
-
possibilidade de tratar determinadas regiões sem reconstruções cirúrgicas extensas;
-
utilidade em determinados pacientes que apresentam maior risco para procedimentos hospitalares;
-
recuperação sem necessidade de retirada de pontos na área tratada;
-
possibilidade de utilização em pacientes selecionados nos quais outras técnicas apresentam maiores dificuldades.
Isso pode ser particularmente relevante para determinados pacientes idosos ou com outras doenças associadas.
Criocirurgia em pacientes idosos ou com outras doenças
Grande parte dos casos de câncer de pele não melanoma ocorre em pessoas mais idosas.
Nessa população, pode ser necessário considerar fatores que vão além do tumor.
Entre eles:
-
doenças cardiovasculares;
-
diabetes;
-
anticoagulantes ou antiagregantes;
-
marcapasso;
-
dificuldade de locomoção;
-
maior risco anestésico;
-
fragilidade;
-
dificuldade para internações;
-
necessidade de evitar procedimentos muito prolongados.
A criocirurgia pode representar uma possibilidade interessante em casos selecionados, justamente por poder ser realizada sob anestesia local e em ambiente ambulatorial.
Isso não significa, entretanto, que idade avançada seja indicação automática de criocirurgia.
A decisão continua dependendo de diversos fatores.
A criocirurgia tem limitações?
Sim.
Nenhum tratamento apresenta apenas vantagens.
Ao contrário da excisão cirúrgica, a criocirurgia destrói o tecido tratado e, portanto, não fornece posteriormente uma peça cirúrgica completa para avaliação das margens da mesma maneira que uma excisão convencional.
Isso torna o diagnóstico prévio e a seleção do caso particularmente importantes.
Além disso, depois do tratamento podem ocorrer:
-
inchaço;
-
secreção;
-
ferida durante o processo de cicatrização;
-
alterações temporárias ou permanentes da pigmentação;
-
mudanças de sensibilidade em determinadas situações.
O tempo de cicatrização depende da:
-
localização;
-
extensão;
-
profundidade do tratamento;
-
idade;
-
circulação local;
-
condições clínicas do paciente.
Por isso, criocirurgia não deve ser apresentada como um tratamento “mais fácil”.
Ela é uma modalidade diferente, com suas indicações precisas.
Criocirurgia ou cirurgia convencional: qual é melhor?
Não existe uma resposta única.
Em alguns pacientes, a cirurgia convencional oferece vantagens claras.
Em outros, a criocirurgia pode representar uma alternativa melhor.
Em determinadas situações, cirurgia micrográfica de Mohs ou outra abordagem pode ser preferível.
A pergunta correta não é:
“Qual técnica é melhor?”
Mas:
“Qual técnica oferece a melhor relação entre possibilidade de cura, segurança, preservação funcional, resultado cicatricial e condições clínicas neste caso específico?”
Essa é uma das decisões mais importantes no tratamento do câncer de pele.
Criocirurgia dói?
No tratamento do câncer de pele, a criocirurgia geralmente é realizada sob anestesia local.
O paciente permanece acordado durante o procedimento.
Após a anestesia, o congelamento é realizado de maneira controlada.
Depois do procedimento pode haver discreto desconforto, ardência, edema e formação de uma ferida que cicatrizará progressivamente.
As orientações pós-operatórias são simples e dependem da localização e extensão da área tratada.
O resultado final depende de características individuais de cicatrização.
Pode ocorrer alteração da pigmentação, como um discreto clareamento da pele na área tratada.
A indicação deve considerar também o resultado funcional e cicatricial esperado.
Radioterapia
A radioterapia pode ser utilizada em determinados casos de câncer de pele isoladamente, para reduzir um tumor grande e prepará-lo para uma abordagem cirúrgica posterior ou até como complemento após uma cirurgia.
Pode ter indicação, por exemplo:
-
quando a cirurgia apresenta dificuldade técnica importante;
-
em determinados pacientes que não podem ser submetidos a cirurgia;
-
como complemento após cirurgia em situações específicas;
-
em determinadas recorrências;
-
em tumores com características de maior risco.
A indicação deve ser realizada em conjunto com equipe especializada em radioterapia quando necessária.
Curetagem e eletrocirurgia
A curetagem associada à eletrocirurgia pode ser utilizada para determinadas lesões superficiais e alguns cânceres de pele de baixo risco adequadamente selecionados.
Não é apropriada para todos os tumores.
A ausência de controle completo das margens durante o procedimento é uma das razões pelas quais a seleção da lesão é importante.
Tratamentos tópicos e terapia fotodinâmica
Determinados carcinomas basocelulares superficiais, carcinomas in situ e lesões pré-cancerosas podem, em situações selecionadas, ser tratados com métodos não cirúrgicos.
Entre as possibilidades estão:
-
imiquimode;
-
5-fluorouracil;
-
terapia fotodinâmica;
-
outras modalidades locais.
Esses tratamentos possuem indicações muito específicas e não substituem cirurgia ou outras técnicas quando existe tumor invasivo ou de maior risco.
E quando o câncer de pele é avançado?
Alguns cânceres de pele podem apresentar comportamento mais agressivo, atingir estruturas profundas, linfonodos ou, mais raramente, outros órgãos.
Nessas situações, o tratamento ultrapassa a cirurgia dermatológica ambulatorial.
Dependendo da doença, podem ser utilizados:
-
cirurgia mais ampla em ambiente hospitalar;
-
radioterapia;
-
imunoterapia;
-
terapias-alvo;
-
outras modalidades sistêmicas.
Casos assim podem exigir participação de:
-
oncologia clínica;
-
cirurgia de cabeça e pescoço;
-
cirurgia plástica;
-
radioterapia;
-
ou outras especialidades.
O encaminhamento para uma equipe multidisciplinar faz parte do tratamento adequado quando a complexidade do caso assim exige.
É possível tratar câncer de pele no consultório?
Muitos casos de câncer de pele podem ser tratados em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Isso pode ocorrer tanto na cirurgia convencional quanto na criocirurgia e em outros procedimentos.
Entretanto, tumores muito extensos, profundos, localizados em regiões de maior complexidade ou que exijam reconstruções maiores podem necessitar de ambiente hospitalar.
O local do tratamento deve ser consequência da complexidade do caso — e não uma decisão tomada antecipadamente.
Como é o tratamento do câncer de pele em pacientes idosos?
Idade isoladamente não deve determinar a conduta.
É necessário considerar:
-
expectativa e qualidade de vida;
-
grau de independência;
-
doenças associadas;
-
medicamentos;
-
fragilidade;
-
capacidade de cicatrização;
-
localização e comportamento do tumor;
-
impacto de uma cirurgia mais extensa.
Há pacientes muito idosos em excelentes condições clínicas.
Há pacientes mais jovens com risco cirúrgico elevado.
O tratamento deve considerar a pessoa como um todo e não apenas sua idade cronológica.
O que acontece depois do tratamento?
O acompanhamento continua importante mesmo depois da remoção ou destruição do tumor.
O retorno permite:
-
avaliar a cicatrização;
-
conferir resultados anatomopatológicos quando houver peça cirúrgica;
-
identificar possíveis sinais de recorrência;
-
examinar outras áreas da pele;
-
orientar prevenção;
-
identificar novos tumores precocemente.
Quem já teve um câncer de pele pode apresentar risco aumentado de desenvolver outras lesões ao longo da vida.
Por isso, acompanhamento dermatológico periódico pode ser recomendado.
Como prevenir novos casos de câncer de pele?
Algumas medidas ajudam a reduzir a exposição excessiva à radiação ultravioleta:
-
evitar exposição solar prolongada;
-
procurar sombra, principalmente nos períodos de radiação mais intensa;
-
utilizar roupas, chapéus e outras barreiras físicas;
-
utilizar protetor solar adequado;
-
reaplicar o protetor conforme exposição, suor e contato com água;
-
observar periodicamente a própria pele;
-
procurar avaliação diante de lesões novas ou que estejam mudando.
Proteção solar não elimina completamente o risco, mas faz parte das medidas de prevenção.
Quando procurar uma segunda opinião?
Uma segunda opinião médica pode ser especialmente útil quando:
-
foi proposta uma cirurgia extensa;
-
existem duas ou mais alternativas terapêuticas;
-
há dúvida entre cirurgia convencional e cirurgia micrográfica de Mohs;
-
existe possibilidade de criocirurgia;
-
o paciente apresenta doenças associadas;
-
existe preocupação com internação ou anestesia;
-
o tumor é recorrente;
-
já houve tratamento anterior;
-
existe impacto funcional ou cicatricial importante;
-
o paciente simplesmente deseja compreender melhor suas alternativas antes de decidir.
Buscar uma segunda opinião não significa necessariamente discordar da primeira conduta.
Muitas vezes ela confirma o tratamento já proposto.
Em outras situações, pode revelar uma alternativa diferente.
O objetivo não é fazer mais nem fazer menos. É escolher o tratamento que parece mais adequado para aquele tumor e para aquele paciente.
Perguntas frequentes sobre tratamento do câncer de pele
Qual é o melhor tratamento para câncer de pele?
Não existe um único tratamento melhor para todos os casos.
A escolha depende do tipo de câncer, tamanho, localização, profundidade, características de risco, tratamentos anteriores e condições clínicas do paciente.
Câncer de pele sempre precisa ser retirado?
Tumores malignos precisam ser adequadamente tratados, mas isso não significa necessariamente realizar uma excisão cirúrgica convencional em todos os casos.
Existem outras modalidades para determinadas situações.
A criocirurgia pode curar câncer de pele?
Em determinados casos de câncer de pele não melanoma, a criocirurgia pode ser utilizada.
Ela não é indicada para todos os tumores e não é tratamento para melanoma invasivo.
A seleção adequada do caso e o domínio da técnica pelo cirurgião são fundamentais.
Como funciona a criocirurgia com nitrogênio líquido?
A criocirurgia utiliza temperaturas extremamente baixas para provocar destruição controlada do tecido.
No tratamento do câncer de pele, o procedimento exige planejamento da área tratada, avaliação da profundidade e controle dos ciclos de congelamento e descongelamento.
É muito diferente da aplicação superficial de nitrogênio líquido usada em algumas lesões benignas.
Criocirurgia é a mesma coisa que crioterapia?
Os termos algumas vezes são utilizados como sinônimos, mas, no contexto do tratamento oncológico, é importante fazer uma distinção prática.
Uma aplicação simples de frio sobre uma lesão não representa necessariamente criocirurgia oncológica.
No câncer de pele, a técnica exige planejamento, parâmetros adequados de congelamento e descongelamento, experiência na técnica e seleção criteriosa do tumor.
Criocirurgia deixa cicatriz?
Pode deixar. Assim como qualquer outra abordagem cirúrgica.
Também podem ocorrer alterações de pigmentação.
O aspecto final depende da localização, profundidade e extensão do tratamento e das características individuais de cicatrização.
A criocirurgia é melhor que a cirurgia convencional?
Não existe uma resposta universal.
Cada técnica possui vantagens e limitações.
A escolha depende do tumor, do paciente e da habilidade do cirurgião com cada técnica. Quem domina todas astécnicas pode escolher o melhor para o paciente.
Todo câncer de pele precisa de cirurgia micrográfica de Mohs?
Não.
Mohs possui indicações importantes, especialmente em determinadas situações de maior risco, recorrência, limites pouco definidos ou localizações anatômicas complexas.
A maioria dos tumores pode ser adequadamente tratada por outras modalidades.
Câncer de pele pode voltar depois do tratamento?
Pode.
O risco depende do tipo de tumor, características biológicas, localização, tratamento realizado e outros fatores.
Por isso, acompanhamento posterior é importante.
Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?
Pode ser uma das apresentações.
Isso não significa que toda ferida persistente seja câncer, mas uma lesão que não cicatriza ou que sangra repetidamente merece avaliação dermatológica.
É preciso fazer biópsia antes de tratar câncer de pele?
Frequentemente, sim, especialmente quando o diagnóstico não está definido ou quando o resultado pode modificar a escolha do tratamento.
Em determinadas situações, a retirada completa da lesão pode funcionar simultaneamente como procedimento diagnóstico e tratamento definitivo.
Tratamento do câncer de pele em Moema, São Paulo
A Clínica Dr. Olivério Carvalho realiza em Moema, São Paulo, avaliação de lesões suspeitas, biópsias e planejamento individualizado do tratamento do câncer de pele.
Dependendo do caso, podem ser considerados:
-
cirurgia convencional;
-
criocirurgia;
-
outras modalidades ambulatoriais;
-
avaliação da indicação de cirurgia micrográfica de Mohs;
-
radioterapia;
-
encaminhamento para tratamento multidisciplinar quando necessário.
O planejamento procura conciliar:
- possibilidade de cura;
- segurança;
- proporcionalidade;
- preservação funcional;
- resultado cicatricial;
- condições clínicas e necessidades individuais.
O tratamento do câncer de pele não começa pela escolha de uma técnica. Começa pelo diagnóstico e pela compreensão de qual tratamento faz mais sentido para aquele paciente.
Dr. Olivério Carvalho - Dermatologista
CRM-SP 59.971 | RQE 108.382
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Referências:
-
National Cancer Institute — Skin Cancer Treatment (PDQ®).
-
National Cancer Institute — Melanoma Treatment (PDQ®).
-
American Cancer Society — Treating Basal Cell Carcinoma.
-
American Cancer Society — Treating Squamous Cell Carcinoma of the Skin.
-
American Cancer Society — Surgery for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.
-
American Cancer Society — Non-surgical Local Treatments for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.


Na Clínica Dr. Olivério Carvalho, em Moema, São Paulo, o tratamento do câncer de pele começa pelo diagnóstico correto e pela avaliação das características de cada tumor e de cada paciente.
Não existe uma única técnica que seja a melhor para todos os casos de câncer de pele.
Dependendo do diagnóstico, localização, tamanho, profundidade, limites clínicos, características histológicas, risco de recorrência, idade e condições clínicas do paciente, podem ser consideradas diferentes possibilidades de tratamento.
Entre elas estão a cirurgia convencional, cirurgia micrográfica de Mohs, criocirurgia, radioterapia e outros tratamentos locais ou sistêmicos em situações específicas.
O objetivo não é escolher primeiro a técnica e depois tentar encaixar o paciente nela. Primeiro é necessário compreender o tumor e o paciente; depois escolher o tratamento mais adequado para ele.
Essa avaliação individualizada é importante em tumores muito como carcinomas basocelulares, carcinomas espinocelulares e o melanoma.
O que é câncer de pele?
O câncer de pele ocorre quando determinadas células da pele passam a se multiplicar de maneira descontrolada, formando um tumor maligno.
A exposição acumulada à radiação ultravioleta, especialmente proveniente do sol, desempenha papel importante no desenvolvimento de muitos casos de câncer de pele.
Entretanto, nem todos surgem exclusivamente em áreas muito expostas ao sol e existem outros fatores envolvidos.
Os três tipos mais conhecidos são:
-
carcinoma basocelular (CBC);
-
carcinoma espinocelular ou epidermoide (CEC);
-
melanoma.
Carcinoma basocelular ( clique no link para mais informações)
O carcinoma basocelular é o câncer de pele mais frequente.
Na grande maioria dos casos apresenta crescimento predominantemente local e raramente produz metástases. Entretanto, quando não tratado, pode crescer progressivamente e comprometer estruturas próximas.
Pode apresentar diferentes aspectos:
-
pequena ferida que não cicatriza;
-
lesão perolada ou brilhante;
-
área avermelhada persistente;
-
lesão que forma crostas;
-
sangramento recorrente;
-
placa superficial;
-
lesão pigmentada que pode ser confundida com uma pinta.
Existem diferentes subtipos histológicos e diferentes níveis de risco.
Por isso, dois carcinomas basocelulares podem exigir estratégias completamente diferentes.
Um pequeno tumor superficial e bem delimitado no tronco não representa necessariamente o mesmo problema que um tumor recorrente, infiltrativo ou localizado em uma região anatômica delicada.
Carcinoma espinocelular ou epidermoide ( clique no link para mais informações)
O carcinoma espinocelular (CEC) também é um dos tipos de câncer de pele mais frequentes.
Pode surgir como:
-
ferida que não cicatriza;
-
lesão endurecida;
-
nódulo de crescimento progressivo;
-
área com crostas persistentes;
-
lesão ulcerada ou que sangra;
-
placa espessa ou descamativa.
A maioria dos carcinomas espinocelulares apresentam comportamento bastante localizado.
Outros podem apresentar maior risco de recorrência ou disseminação, especialmente conforme características como:
-
tamanho;
-
profundidade;
-
localização;
-
grau de diferenciação;
-
comprometimento de estruturas profundas;
-
invasão ao redor de nervos;
-
imunossupressão;
-
recorrência após tratamentos anteriores.
Por isso, a análise do grau de risco do tumor é fundamental antes de definir o tratamento.
Melanoma ( clique no link para mais informações)
O melanoma é menos frequente que o carcinoma basocelular e o carcinoma espinocelular, mas possui maior potencial de disseminação para outros órgãos.
Pode surgir a partir de uma pinta preexistente ou aparecer como uma nova lesão pigmentada.
Mudanças que merecem avaliação:
-
tamanho;
-
formato;
-
cor;
-
assimetria;
-
bordas;
-
aparência ao longo do tempo
Também existem melanomas mais raros sem pigmentação evidente.
Quando existe suspeita de melanoma, a biópsia deve ser planejada adequadamente, porque informações obtidas no exame anatomopatológico são fundamentais para definir as etapas seguintes.
Na maior parte dos melanomas localizados, a cirurgia é o tratamento central.
Dependendo da espessura, estágio e outras características, podem ser necessárias ampliação de margens, avaliação linfonodal e, em determinadas situações, participação da oncologia clínica e utilização de tratamentos sistêmicos.
Quais são os sinais de alerta para câncer de pele?
Algumas alterações merecem avaliação dermatológica, principalmente quando são novas ou estão se modificando.
Entre os sinais que podem chamar atenção estão:
-
ferida que não cicatriza;
-
sangramento recorrente;
-
crescimento progressivo;
-
formação repetida de crostas;
-
mudança de cor;
-
alteração de tamanho ou formato;
-
lesão diferente das demais;
-
área persistentemente avermelhada ou descamativa;
-
nódulo endurecido;
-
ulceração;
-
pinta que apresenta mudanças.
Dor e coceira podem ocorrer, mas a ausência de sintomas não significa que uma lesão seja necessariamente benigna.
Muitos casos de câncer de pele iniciais são completamente assintomáticos.
Quem apresenta maior risco?
O câncer de pele pode ocorrer em qualquer pessoa, mas alguns fatores aumentam o risco.
Entre eles:
-
exposição solar acumulada;
-
queimaduras solares importantes ao longo da vida;
-
pele clara;
-
idade mais avançada;
-
histórico pessoal de câncer de pele;
-
histórico familiar de determinados cânceres de pele;
-
imunossupressão;
-
grande número de nevos em determinadas situações;
-
exposição ocupacional prolongada ao sol.
Ter um fator de risco não significa que a pessoa desenvolverá câncer.
Da mesma forma, uma pessoa sem fatores de risco evidentes também pode apresentar a doença.
Como é feito o diagnóstico do câncer de pele?
O primeiro passo é a avaliação dermatológica.
A história da lesão, seu aspecto clínico, localização, velocidade de crescimento e eventualmente a dermatoscopia ajudam a definir o grau de suspeita.
Quando existe dúvida diagnóstica ou suspeita de câncer, pode ser necessária uma biópsia de pele.
Dependendo do caso, podem ser utilizadas técnicas como:
-
biópsia incisional;
-
punch;
-
shaving, quando apropriado;
-
biópsia excisional.
Em algumas situações, toda a lesão pode ser removida durante o procedimento diagnóstico.
Em outras, é mais adequado retirar inicialmente apenas uma amostra para depois planejar o tratamento definitivo.
O objetivo de uma biópsia não é simplesmente retirar um pedaço da lesão. É obter material adequado para responder à pergunta diagnóstica que definirá a conduta posterior.
Quando indicada e tecnicamente possível, a biópsia pode ser realizada em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Câncer de pele tem cura?
Em muitos casos, sim.
A maioria dos carcinomas basocelulares e carcinomas espinocelulares diagnosticados precocemente e ainda localizados pode ser curada com tratamento adequado.
O melanoma também apresenta grandes possibilidades de cura quando identificado em fases iniciais, mas seu prognóstico depende fortemente do estágio da doença.
O diagnóstico precoce é importante porque geralmente permite tratamentos menos extensos, mais simples e aumenta a possibilidade de cura.
Tumores negligenciados por longos períodos podem se tornar maiores, comprometer estruturas profundas e exigir abordagens muito mais complexas.
Como escolher o melhor tratamento para o câncer de pele?
A decisão não deve ser baseada apenas no nome do tumor.
É necessário considerar conjuntamente:
-
diagnóstico;
-
subtipo histológico;
-
tamanho;
-
localização;
-
profundidade;
-
limites clínicos;
-
presença de fatores de maior risco;
-
tumor primário ou recorrente;
-
tratamentos já realizados;
-
idade;
-
doenças associadas;
-
medicamentos em uso;
-
possibilidade de cicatrização;
-
impacto funcional;
-
impacto cicatricial;
-
preferência informada do paciente.
Por isso:
O procedimento mais complexo não é necessariamente o melhor para todos os pacientes, assim como um procedimento mais simples não deve ser escolhido quando o tumor exige uma abordagem mais ampla.
O princípio deve ser a proporcionalidade.
Quais são os principais tratamentos para câncer de pele?
Existem diferentes modalidades terapêuticas.
As principais incluem:
-
cirurgia convencional;
-
cirurgia micrográfica de Mohs;
-
criocirurgia;
-
curetagem e eletrocirurgia;
-
radioterapia;
-
tratamentos tópicos para situações muito específicas;
-
terapia fotodinâmica para determinadas lesões superficiais ou pré-malignas;
-
tratamentos sistêmicos para tumores avançados.
Nenhuma dessas modalidades deve ser apresentada como solução universal.
Cirurgia convencional
A excisão cirúrgica convencional é um dos tratamentos mais utilizados para câncer de pele.
O tumor é retirado juntamente com uma margem de pele aparentemente normal ao redor.
A peça é posteriormente examinada pelo patologista.
Dependendo do:
-
tamanho;
-
localização;
-
formato da ferida;
-
quantidade de tecido removido
o fechamento pode ser realizado de diferentes maneiras.
Em alguns casos é possível realizar uma sutura direta.
Em outros podem ser necessários:
-
retalhos;
-
enxertos;
-
outros métodos reconstrutivos.
Muitas cirurgias de câncer de pele podem ser realizadas em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Cirurgia micrográfica de Mohs
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica especializada na qual o tumor é removido progressivamente e as margens são examinadas durante o procedimento.
Ela pode ser especialmente útil em determinadas situações, como:
-
tumores de maior risco;
-
alguns casos de câncer recorrentes;
-
lesões com limites pouco definidos;
-
determinados subtipos histológico potencialmente mais agressivos;
-
algumas localizações anatômicas de maior complexidade;
-
situações nas quais a preservação de tecido normal ao redor do tumor seja particularmente importante.
A cirurgia micrográfica de Mohs é uma técnica importante.
Entretanto:
Nem todo câncer de pele necessita de cirurgia de Mohs.
Existem muitos tumores que podem ser adequadamente tratados por cirurgia convencional ou por criocirurgia.
Criocirurgia no tratamento do câncer de pele
A criocirurgia dermatológica utiliza temperaturas extremamente baixas, geralmente produzidas pelo nitrogênio líquido, para destruir tecidos de maneira controlada.
Ela pode ser utilizada para diversas doenças dermatológicas.
No tratamento do câncer de pele, entretanto, a criocirurgia deve ser entendida de maneira diferente da aplicação simples de nitrogênio líquido realizada para algumas lesões benignas.
Criocirurgia oncológica não é simplesmente “congelar uma lesão”
Quando utilizada para tratamento tumoral, a técnica exige:
-
diagnóstico adequado;
-
seleção criteriosa do tumor;
-
avaliação de profundidade;
-
definição da área que precisa ser tratada;
-
planejamento das margens;
-
controle do congelamento;
-
controle do descongelamento;
-
conhecimento da resposta dos diferentes tecidos ao frio.
Em muitos casos, a massa tumoral pode ser previamente removida, permitindo melhor acesso à base da lesão antes da realização do congelamento controlado.
Devem ser utilizados dois ou mais ciclos de congelamento e descongelamento no mesmo tempo cirúrgico, planejados de acordo com o tumor e com a região anatômica.
O dano produzido pelo frio ocorre tanto diretamente nas células quanto por alterações vasculares produzidas no tecido tratado.
Por isso, na oncologia cutânea:
Criocirurgia oncológica é uma técnica cirúrgica por congelamento, e não simplesmente uma aplicação superficial de nitrogênio líquido.
Em quais cânceres de pele a criocirurgia pode ser considerada?
A criocirurgia pode ser uma alternativa em determinados cânceres de pele e não nos melanomas.
Isso pode incluir casos de:
-
carcinomas basocelulares;
-
carcinomas espinocelulares selecionados;
-
carcinomas in situ;
-
determinadas lesões pré-cancerosas.
A indicação depende de características como:
-
tamanho;
-
localização;
-
limites clínicos;
-
profundidade;
-
subtipo;
-
risco de recorrência;
-
tratamento prévio;
-
condições clínicas do paciente.
A técnica não deve ser aplicada indiscriminadamente a qualquer câncer de pele.
Tumores de maior risco, recorrentes, mal delimitados, muito profundos ou com determinadas características clínicas e histológicas podem ser melhor tratados por outras modalidades.
Quais são as vantagens da criocirurgia?
Quando corretamente indicada, a criocirurgia pode oferecer algumas características particularmente interessantes.
Entre elas:
-
realização em ambiente ambulatorial;
-
anestesia local no tratamento oncológico;
-
pouco sangramento durante o procedimento;
-
ausência de necessidade de internação;
-
possibilidade de tratar determinadas regiões sem reconstruções cirúrgicas extensas;
-
utilidade em determinados pacientes que apresentam maior risco para procedimentos hospitalares;
-
recuperação sem necessidade de retirada de pontos na área tratada;
-
possibilidade de utilização em pacientes selecionados nos quais outras técnicas apresentam maiores dificuldades.
Isso pode ser particularmente relevante para determinados pacientes idosos ou com outras doenças associadas.
Criocirurgia em pacientes idosos ou com outras doenças
Grande parte dos casos de câncer de pele não melanoma ocorre em pessoas mais idosas.
Nessa população, pode ser necessário considerar fatores que vão além do tumor.
Entre eles:
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doenças cardiovasculares;
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diabetes;
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anticoagulantes ou antiagregantes;
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marcapasso;
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dificuldade de locomoção;
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maior risco anestésico;
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fragilidade;
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dificuldade para internações;
-
necessidade de evitar procedimentos muito prolongados.
A criocirurgia pode representar uma possibilidade interessante em casos selecionados, justamente por poder ser realizada sob anestesia local e em ambiente ambulatorial.
Isso não significa, entretanto, que idade avançada seja indicação automática de criocirurgia.
A decisão continua dependendo de diversos fatores.
A criocirurgia tem limitações?
Sim.
Nenhum tratamento apresenta apenas vantagens.
Ao contrário da excisão cirúrgica, a criocirurgia destrói o tecido tratado e, portanto, não fornece posteriormente uma peça cirúrgica completa para avaliação das margens da mesma maneira que uma excisão convencional.
Isso torna o diagnóstico prévio e a seleção do caso particularmente importantes.
Além disso, depois do tratamento podem ocorrer:
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inchaço;
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secreção;
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ferida durante o processo de cicatrização;
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alterações temporárias ou permanentes da pigmentação;
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mudanças de sensibilidade em determinadas situações.
O tempo de cicatrização depende da:
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localização;
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extensão;
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profundidade do tratamento;
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idade;
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circulação local;
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condições clínicas do paciente.
Por isso, criocirurgia não deve ser apresentada como um tratamento “mais fácil”.
Ela é uma modalidade diferente, com suas indicações precisas.
Criocirurgia ou cirurgia convencional: qual é melhor?
Não existe uma resposta única.
Em alguns pacientes, a cirurgia convencional oferece vantagens claras.
Em outros, a criocirurgia pode representar uma alternativa melhor.
Em determinadas situações, cirurgia micrográfica de Mohs ou outra abordagem pode ser preferível.
A pergunta correta não é:
“Qual técnica é melhor?”
Mas:
“Qual técnica oferece a melhor relação entre possibilidade de cura, segurança, preservação funcional, resultado cicatricial e condições clínicas neste caso específico?”
Essa é uma das decisões mais importantes no tratamento do câncer de pele.
Criocirurgia dói?
No tratamento do câncer de pele, a criocirurgia geralmente é realizada sob anestesia local.
O paciente permanece acordado durante o procedimento.
Após a anestesia, o congelamento é realizado de maneira controlada.
Depois do procedimento pode haver discreto desconforto, ardência, edema e formação de uma ferida que cicatrizará progressivamente.
As orientações pós-operatórias são simples e dependem da localização e extensão da área tratada.
O resultado final depende de características individuais de cicatrização.
Pode ocorrer alteração da pigmentação, como um discreto clareamento da pele na área tratada.
A indicação deve considerar também o resultado funcional e cicatricial esperado.
Radioterapia
A radioterapia pode ser utilizada em determinados casos de câncer de pele isoladamente, para reduzir um tumor grande e prepará-lo para uma abordagem cirúrgica posterior ou até como complemento após uma cirurgia.
Pode ter indicação, por exemplo:
-
quando a cirurgia apresenta dificuldade técnica importante;
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em determinados pacientes que não podem ser submetidos a cirurgia;
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como complemento após cirurgia em situações específicas;
-
em determinadas recorrências;
-
em tumores com características de maior risco.
A indicação deve ser realizada em conjunto com equipe especializada em radioterapia quando necessária.
Curetagem e eletrocirurgia
A curetagem associada à eletrocirurgia pode ser utilizada para determinadas lesões superficiais e alguns cânceres de pele de baixo risco adequadamente selecionados.
Não é apropriada para todos os tumores.
A ausência de controle completo das margens durante o procedimento é uma das razões pelas quais a seleção da lesão é importante.
Tratamentos tópicos e terapia fotodinâmica
Determinados carcinomas basocelulares superficiais, carcinomas in situ e lesões pré-cancerosas podem, em situações selecionadas, ser tratados com métodos não cirúrgicos.
Entre as possibilidades estão:
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imiquimode;
-
5-fluorouracil;
-
terapia fotodinâmica;
-
outras modalidades locais.
Esses tratamentos possuem indicações muito específicas e não substituem cirurgia ou outras técnicas quando existe tumor invasivo ou de maior risco.
E quando o câncer de pele é avançado?
Alguns cânceres de pele podem apresentar comportamento mais agressivo, atingir estruturas profundas, linfonodos ou, mais raramente, outros órgãos.
Nessas situações, o tratamento ultrapassa a cirurgia dermatológica ambulatorial.
Dependendo da doença, podem ser utilizados:
-
cirurgia mais ampla em ambiente hospitalar;
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radioterapia;
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imunoterapia;
-
terapias-alvo;
-
outras modalidades sistêmicas.
Casos assim podem exigir participação de:
-
oncologia clínica;
-
cirurgia de cabeça e pescoço;
-
cirurgia plástica;
-
radioterapia;
-
ou outras especialidades.
O encaminhamento para uma equipe multidisciplinar faz parte do tratamento adequado quando a complexidade do caso assim exige.
É possível tratar câncer de pele no consultório?
Muitos casos de câncer de pele podem ser tratados em ambiente ambulatorial e sob anestesia local.
Isso pode ocorrer tanto na cirurgia convencional quanto na criocirurgia e em outros procedimentos.
Entretanto, tumores muito extensos, profundos, localizados em regiões de maior complexidade ou que exijam reconstruções maiores podem necessitar de ambiente hospitalar.
O local do tratamento deve ser consequência da complexidade do caso — e não uma decisão tomada antecipadamente.
Como é o tratamento do câncer de pele em pacientes idosos?
Idade isoladamente não deve determinar a conduta.
É necessário considerar:
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expectativa e qualidade de vida;
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grau de independência;
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doenças associadas;
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medicamentos;
-
fragilidade;
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capacidade de cicatrização;
-
localização e comportamento do tumor;
-
impacto de uma cirurgia mais extensa.
Há pacientes muito idosos em excelentes condições clínicas.
Há pacientes mais jovens com risco cirúrgico elevado.
O tratamento deve considerar a pessoa como um todo e não apenas sua idade cronológica.
O que acontece depois do tratamento?
O acompanhamento continua importante mesmo depois da remoção ou destruição do tumor.
O retorno permite:
-
avaliar a cicatrização;
-
conferir resultados anatomopatológicos quando houver peça cirúrgica;
-
identificar possíveis sinais de recorrência;
-
examinar outras áreas da pele;
-
orientar prevenção;
-
identificar novos tumores precocemente.
Quem já teve um câncer de pele pode apresentar risco aumentado de desenvolver outras lesões ao longo da vida.
Por isso, acompanhamento dermatológico periódico pode ser recomendado.
Como prevenir novos casos de câncer de pele?
Algumas medidas ajudam a reduzir a exposição excessiva à radiação ultravioleta:
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evitar exposição solar prolongada;
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procurar sombra, principalmente nos períodos de radiação mais intensa;
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utilizar roupas, chapéus e outras barreiras físicas;
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utilizar protetor solar adequado;
-
reaplicar o protetor conforme exposição, suor e contato com água;
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observar periodicamente a própria pele;
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procurar avaliação diante de lesões novas ou que estejam mudando.
Proteção solar não elimina completamente o risco, mas faz parte das medidas de prevenção.
Quando procurar uma segunda opinião?
Uma segunda opinião médica pode ser especialmente útil quando:
-
foi proposta uma cirurgia extensa;
-
existem duas ou mais alternativas terapêuticas;
-
há dúvida entre cirurgia convencional e cirurgia micrográfica de Mohs;
-
existe possibilidade de criocirurgia;
-
o paciente apresenta doenças associadas;
-
existe preocupação com internação ou anestesia;
-
o tumor é recorrente;
-
já houve tratamento anterior;
-
existe impacto funcional ou cicatricial importante;
-
o paciente simplesmente deseja compreender melhor suas alternativas antes de decidir.
Buscar uma segunda opinião não significa necessariamente discordar da primeira conduta.
Muitas vezes ela confirma o tratamento já proposto.
Em outras situações, pode revelar uma alternativa diferente.
O objetivo não é fazer mais nem fazer menos. É escolher o tratamento que parece mais adequado para aquele tumor e para aquele paciente.
Perguntas frequentes sobre tratamento do câncer de pele
Qual é o melhor tratamento para câncer de pele?
Não existe um único tratamento melhor para todos os casos.
A escolha depende do tipo de câncer, tamanho, localização, profundidade, características de risco, tratamentos anteriores e condições clínicas do paciente.
Câncer de pele sempre precisa ser retirado?
Tumores malignos precisam ser adequadamente tratados, mas isso não significa necessariamente realizar uma excisão cirúrgica convencional em todos os casos.
Existem outras modalidades para determinadas situações.
A criocirurgia pode curar câncer de pele?
Em determinados casos de câncer de pele não melanoma, a criocirurgia pode ser utilizada.
Ela não é indicada para todos os tumores e não é tratamento para melanoma invasivo.
A seleção adequada do caso e o domínio da técnica pelo cirurgião são fundamentais.
Como funciona a criocirurgia com nitrogênio líquido?
A criocirurgia utiliza temperaturas extremamente baixas para provocar destruição controlada do tecido.
No tratamento do câncer de pele, o procedimento exige planejamento da área tratada, avaliação da profundidade e controle dos ciclos de congelamento e descongelamento.
É muito diferente da aplicação superficial de nitrogênio líquido usada em algumas lesões benignas.
Criocirurgia é a mesma coisa que crioterapia?
Os termos algumas vezes são utilizados como sinônimos, mas, no contexto do tratamento oncológico, é importante fazer uma distinção prática.
Uma aplicação simples de frio sobre uma lesão não representa necessariamente criocirurgia oncológica.
No câncer de pele, a técnica exige planejamento, parâmetros adequados de congelamento e descongelamento, experiência na técnica e seleção criteriosa do tumor.
Criocirurgia deixa cicatriz?
Pode deixar. Assim como qualquer outra abordagem cirúrgica.
Também podem ocorrer alterações de pigmentação.
O aspecto final depende da localização, profundidade e extensão do tratamento e das características individuais de cicatrização.
A criocirurgia é melhor que a cirurgia convencional?
Não existe uma resposta universal.
Cada técnica possui vantagens e limitações.
A escolha depende do tumor, do paciente e da habilidade do cirurgião com cada técnica. Quem domina todas astécnicas pode escolher o melhor para o paciente.
Todo câncer de pele precisa de cirurgia micrográfica de Mohs?
Não.
Mohs possui indicações importantes, especialmente em determinadas situações de maior risco, recorrência, limites pouco definidos ou localizações anatômicas complexas.
A maioria dos tumores pode ser adequadamente tratada por outras modalidades.
Câncer de pele pode voltar depois do tratamento?
Pode.
O risco depende do tipo de tumor, características biológicas, localização, tratamento realizado e outros fatores.
Por isso, acompanhamento posterior é importante.
Uma ferida que não cicatriza pode ser câncer de pele?
Pode ser uma das apresentações.
Isso não significa que toda ferida persistente seja câncer, mas uma lesão que não cicatriza ou que sangra repetidamente merece avaliação dermatológica.
É preciso fazer biópsia antes de tratar câncer de pele?
Frequentemente, sim, especialmente quando o diagnóstico não está definido ou quando o resultado pode modificar a escolha do tratamento.
Em determinadas situações, a retirada completa da lesão pode funcionar simultaneamente como procedimento diagnóstico e tratamento definitivo.
Tratamento do câncer de pele em Moema, São Paulo
A Clínica Dr. Olivério Carvalho realiza em Moema, São Paulo, avaliação de lesões suspeitas, biópsias e planejamento individualizado do tratamento do câncer de pele.
Dependendo do caso, podem ser considerados:
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cirurgia convencional;
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criocirurgia;
-
outras modalidades ambulatoriais;
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avaliação da indicação de cirurgia micrográfica de Mohs;
-
radioterapia;
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encaminhamento para tratamento multidisciplinar quando necessário.
O planejamento procura conciliar:
- possibilidade de cura;
- segurança;
- proporcionalidade;
- preservação funcional;
- resultado cicatricial;
- condições clínicas e necessidades individuais.
O tratamento do câncer de pele não começa pela escolha de uma técnica. Começa pelo diagnóstico e pela compreensão de qual tratamento faz mais sentido para aquele paciente.
Dr. Olivério Carvalho - Dermatologista
CRM-SP 59.971 | RQE 108.382
Conteúdo educativo. Não substitui avaliação médica individualizada.
Referências:
-
National Cancer Institute — Skin Cancer Treatment (PDQ®).
-
National Cancer Institute — Melanoma Treatment (PDQ®).
-
American Cancer Society — Treating Basal Cell Carcinoma.
-
American Cancer Society — Treating Squamous Cell Carcinoma of the Skin.
-
American Cancer Society — Surgery for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.
-
American Cancer Society — Non-surgical Local Treatments for Basal and Squamous Cell Skin Cancers.
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